Eu ia fazer um samba em homenagem a nata da malandragem que
conhecia de outros carnavais, nem fui a lapa para não perder a viajem, avisado
pelo Chico o cerca do malandríssimo oficial, partiu direto pro planalto central
em busca de gente que usa de outros expediente para nunca se dar mais, nem
cheguei ao distrito federal, parei em Goiânia onde vaga pelas madrugadas o
fantasma de outro herói, Macunaíma morreu a tentarem impor um caráter que nunca
fora seu nunca tivera, volta e meia os dois fantasmas se encontra o falecido
malandro carioca abraça o finado herói nacional e juntos assistem a alvorada
demoradas crepúsculos sem escrupos os herdeiros da orgulhosa tradição de descer na vida sem fazer força
que fazem para manter a fama de vagabundos, e entre um paredão e outro, jogam
pesado usando a navalha da língua para esgrimir seus adversários, e se deixar
falar ele leva no, bico se deixar sorrir ganha beijo, no fim e afinal tornou-se
então uma questão de peso e medida, não pesar demais a mão ver a medida da pilantragem
nesse jogo da vida é um peso e uma medida e a única medida a pesar é a presença da simpatia, simpatia é quando o
malandro convida o freguês para zoar juntos e quando viram ironia perde a graça
e as graças da magoa nesse jogo da vida é um peso e uma medida, pesou perdeu a
medida lá vem a cavalo o castigo e você já falou demais vem ouvir um bocado
agora aqui fora RAFA..
Nenhum comentário:
Postar um comentário